Aproveitando a onda de verdades e fake news, que vou simplificar no escorregadio "pós-verdade", um assunto me chamou a atenção:
O caso se deu numa conversa sobre vida extraterrestre e os possíveis contatos em talvez iminência....
O caso em si é valioso e merece aprofundamento, mas o que vou propor tem mais a ver com o título: metodologicamente podemos olhar métodos de estudo da realidade "convencionais" em indutivo e dedutivo. Uma parte do pensamento ocorre sem se enquadrar nesta classificação acadêmica. Já o qe sobressai desta possível classificação envolve muitos aspetos (e disputas) sobre uma fonte de conhecimento sobre a realidade (ou a verdade, mas prefiro fugir neste momento do debate do que é a verdade).
Estou chamando este conjunto de "ferramentas investigativas do domínio da realidade" que se localizam fora do pensamento dedutivo e/ou indutivo, de pensamento intuitivo. O melhor exemplo que penso se encaixa aqui foi uma amiga recente, que em conversa comigo perguntou-me onde ficava o meu "orgão de percepção da verdade"
Visando chegar na construção social disso aí, me parece perfeitamente válido a alegação do pensamento intuitivo em várias fases de investigação, de áreas também diversas. Me parece que na sociologia contemporânea, a reflexividade (e seus reflexos) ladeia com movimentos ligados à espiritualidade (a qualidade holística, por exemplo), à religião (muitas delas, senão todas), todo o vasto campo do interacionismo simbólico, e, claro, questões ligadas à infraestrutura e a super estrutura.
A liberdade individual para pensar, elaborar, argumentar e acreditar ou não que faremos contato, que viemos de extraterrestres, que sejamos extraterrestres nós mesmo, ou qualquer derivação ou combinação com a dita espiritualidade reabre (ou mantém sob controle?) a deliberação pessoal racional acerca das próprias crenças. Entretanto o caminho argumentativo para suportar uma posição social que envolve escolha é reflexivo por definição, e além disso, as escolhas e o processo deliberatório estão bastante sobrepostos na fronteira de estudos que envolve a psicologia, a psicologia social, alguma parte à psiquiatria, e a outros desvios psicopáticos relacionados ao poder, dentro e/ou fora do sistema capitalista de produção).
TALVEZ ISTO SEJA DOMÍNIO DA PSICOLOGIA SOCIAL?
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